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nov
12
2011

Festival Jazz sem Fronteiras

publicado por: ( acontece amanhã ) - Atualizado: 03/11/2011 16:54

Informações do Evento

Data: sábado, 12 de novembro de 2011

Horário: A partir das 05:15

Local: Auditório Cláudio Santoro

O charme da estação das flores modifica a atmosfera de Campos do Jordão. Mais colorida, a cidade, famosa pelas baixas temperaturas, vai receber instrumentistas de renome internacional no Festival de Música da Fundação Lia Maria Aguiar: o “Jazz Sem Fronteira”, produzido pela Art Invest. Os turistas que forem subir a Serra da Mantiqueira para relaxar no feriadão de 15 de novembro vão se surpreender com as atrações, como o trompetista, de Nova Orleans, Jeremy Davenport (primeira vez no Brasil) e o quinteto argentino La Camorra, ao lado do premiado violonista Yamandu Costa, a Traditional Jazz Band e Ricardo Herz Trio.
Para Luiz da Silva Goshima, gerente social da Fundação Lia Maria Aguiar, o Festival  é um “evento singular em formato e conceito dentro de Campos do Jordão, pois traz música de qualidade para a cidade num período de baixa frequência turística, com um grande leque de artistas de nível e renome internacional”. O executivo destaca que, para assistir ao espetáculo, a Fundação, enquanto instituição sem fins lucrativos, utiliza-se da cobrança solidária como forma de abranger toda a comunidade local, além do público visitante que estará em Campos durante o feriado. “Toda a arrecadação será revertida para instituições e lares de idosos e crianças”, observou. Outra novidade é que durante o evento vão ser promovidos workshops, que deverão atrair estudantes de música de toda a região, ressalta Goshima. “As aulas serão ministradas e apresentadas pelos próprios artistas convidados, o que irá promover e difundir o elevado conhecimento músical destes músicos para os alunos participantes”. O gerente da Fundação Lia Maria Aguiar espera atrair cerca de 800 pessoas por dia aos espetáculos.
Clima de Nova Orleans
Jeremy Davenport abre o Jazz Sem Fronteira no dia 12 de novembro (sexta-feira), às 20h, com uma apresentação no auditório Cláudio Santoro, em Campos do Jordão. Por quase uma década, Davenport destaca-se na cena musical de Nova Orleans, nos Estados Unidos. Com suas letras e músicas, transmite o seu estilo único de contar histórias e seu estado de espírito, deixando transparecer não só uma sensação de modernidade, mas também o clima de uma época em que o Jazz estava no seu auge de popularidade.
Conhecido por suas habilidades vocais e de trompete, Davenport, natural de St. Louis (Missouri), é filho de músicos, já se apresentou com artistas como Sting, Paul McCartney, Harry Connick, Jr. e Diana Krall. Ele tem sido destaque na GQ Magazine, a revista People, Cosmo, e apareceu no Tonight Show, com Jay Leno e David Letterman Show.  O músico pode ser encontrado toda quinta, sexta e sábado no Salão Davenport no Ritz-Carlton New Orleans. Recentemente lançou o álbum intitulado “We’ll Dance ‘Til Dawn”.
Forró, choro, MPB
No domingo, dia 13, as atrações são em dobro no festival de música: Ricardo Herz Trio e os argentinos do quinteto La Camorra vão estar no centro das atenções. Ricardo Herz (violino), Pedro Ito (bateria e percussão), Michi Ruzitschka (violão) apresentam-se às 13h, na Igreja Santa Teresinha, em Campos do Jordão, com seu estilo muito próprio, e experiências que vão da música erudita ao forró, da improvisação do jazz e do choro à MPB e outros ritmos brasileiros.
Herz, que morou nove anos fora do Brasil (um em Boston e oito em Paris), prepara-se para lançar seu quarto CD: “Aqui é o meu lugar”. Na Europa, já se apresentou no l’Olympia de Paris, Jazz à Vienne (França), Jazz à Marciac (França), Dunya Festival (Holanda), Music Meeting (Holanda), Copenhagen JazzHouse (Dinamarca),  Satellit Café e New Morning (Paris), e diversos clubes de jazz e festivais na Itália. Dividiu o palco com a Orquestra Jazz Sinfônica, Dominguinhos, Didier Lockwood, Carlos Malta, Yamandú Costa, Zimbo Trio, SpokFrevo Orquestra, Orquestra Tom Jobim, entre outros.
Tango contemporâneo
O La Camorra, formado por Luciano Jungman (bandoneon), Sebastián Prusak (violino), Hugo César Asrin (contrabaixo), Nicolás Guerschberg (piano) e Jorge Omar Kohan (violão), apresenta seu tango contemporâneo às 20h, no auditório Cláudio Santoro, em Campos do Jordão. O grupo, que estreou em 1993, no ‘Café Homero’, executa um repertório com base nos tangos tradicionais e com obras de autores consagrados, principalmente Astor Piazzolla, e composições próprias. Também estende sua música a cenários habituais da música clássica e do jazz, entre outros estilos. Trabalha na criação de um tango contemporâneo. São cinco discos gravados e diversas turnês internacionais pela Espanha, Holanda, Bélgica, Brasil, Argentina e outros países da América do Sul e Central.
Yamandu: violão mágico
O talentoso violonista gaúcho, Yamandu Costa, é a atração no dia 14, às 20h, no auditório Cláudio Santoro, em Campos do Jordão. Considerado um dos maiores fenômenos da música brasileira de todos os tempos, Yamandu Costa nasceu na cidade gaúcha de Passo Fundo. Filho da cantora Clari Marson e do trompetista e violoncelista Algacir Costa, cresceu em meio à música. Sua criatividade musical se desenvolve livremente sobre uma técnica absolutamente aprimorada, explorando todas as possibilidades do violão de sete cordas, renovando antigos temas e apresentando composições próprias de intenso brilho, numa performance sempre apaixonada e contagiante.
Percorreu os mais importantes palcos do Brasil e do mundo, participando de grandes festivais e encontros, vencedor dos mais relevantes prêmios da musica brasileira. Em 2010, o CD “Luz da Aurora”, com Hamilton de Holanda, foi indicado para o Grammy Latino e conquistou no 21º. Prêmio da Música Brasileira 2010 dois prêmios: Melhor CD instrumental  e Melhor Solista – “Yamandu + Dominguinhos LADO B” – 2010. Este ano lançou o CD Mafuá (Biscoito Fino). Gravado em 2007, na Alemanha, e lançado em 2008 apenas no mercado europeu, o material chega finalmente ao Brasil e é o primeiro álbum solo do artista. É um dos grandes representantes da música folclórica, meio folk, nacional.
Jazz com tempero de samba
A Traditional Jazz Band, que completa 45 anos em 2011, faz duas apresentações no dia 15 de novembro, último dia do Festival. A primeira às 11h, na Igreja Matriz, em São Bento do Sapucaí, e a outra às 15h, na Igreja Santa Teresinha, em Campos do Jordão.
A Traditional Jazz Band já realizou centenas de apresentações no exterior, com participações de destaque em vários festivais de jazz nas cidades norte-americanas de Nova Orleans, Califórnia, Washington e Boston, além de vários países na América do Sul. Seu repertório é formado por composições de grandes mestres do jazz, como Duke Ellington, Fats Waller, Count Basie, entre outros, e composições próprias. A banda adicionou ao programa de suas turnês internacionais o espírito “verde e amarelo”, criando a primeira versão mundial de jazz temperado com samba para “In the Mood”, um dos maiores sucessos de Glen Miller. Sua discografia engloba 21 CDs.
Ingressos para o ´Jazz sem fronteira´ podem ser adquiridos a partir de novembro
Para garantir o ingresso no Festival Lia Maria Aguiar: o “Jazz Sem Fronteira”, o público terá duas opções. O ingresso solidário permite obter o bilhete individual, a cada show, por meio da doação de quatro quilos de alimentos não perecíveis e um brinquedo novo, com selo do Inmetro. Os donativos arrecadados vão ser destinados à campanha “Natal dos Sonhos”, realizada pela Fundação, e que vão atender a comunidade desassistida da região do Vale do Paraíba.
A outra alternativa é adquirir o bilhete individual pelo valor de R$ 12,00 a cada concerto. A compra do ingresso nas duas modalidades poderá ser feita de forma antecipada na Fundação Lia Maria Aguiar a partir de novembro. Mais informações, basta ligar para o telefone (12) 3663-4293 ou acessar o site: www.fundacaoliamariaguiar.org Na bilheteria do Auditório Cláudio Santoro, somente serão oferecidos os ingressos remanescentes da venda antecipada.
O objetivo da Fundação Lia Maria Aguiar, criada em 2008 e com sede na cidade de Campos do Jordão, é proporcionar com o festival a oportunidade de democratizar o acesso à população local a um grande evento na área de cultura. A proposta também visa permitir que os jovens atendidos pelos projetos sociais possam adquirir mais experiência e envolvimento com a realidade do mundo da música profissional.