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Campos do Jordão, 13 de agosto de 2018.

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Campos do Jordão também é cenário de cinema

por: - Atualizado: 28/03/2018 10:46

As belezas naturais e arquitetônicas de Campos do Jordão sempre atraíram visitantes para conhecer esse cenário e clima europeu, principalmente nos meses de outono e inverno, no alto da serra paulista. No entanto, desde o seu período de transição entre o ciclo da cura e do turismo, a cidade também se tornou cenário de filmes.

Na década de 1950, Campos do Jordão foi cenário de um dos clássicos do cinema nacional, o filme Floradas na Serra (Romance, 1954 – 100 min), baseado na obra homônima da autora Dinah Silveira de Queiroz, que teve como protagonistas Cacilda Becker e Jardel Filho, com direção de Luciano Salce.

O filme traz a história de Lucília, uma jovem de vida abastada e que deseja descansar em Campos do Jordão, no entanto, após uma consulta de rotina descobre que havia contraído tuberculose (muito comum naqueles anos). Porém, não consegue suportar a rotina do tratamento e decide voltar a São Paulo, mas na estação do bonde, conhece Bruno que a faz perder a condução e com quem engata um romance, porém enquanto a paixão enche seu coração, sua saúde fica cada vez mais debilitada e, Bruno acaba se encantando por Olívia, outra paciente da clínica.

Além da adaptação para o cinema, Floradas na Serra que teve como cenário o Hotel Toriba, o do Rancho Alegre, também ganhou duas versões par a televisão em 1981 (TV Cultura) e 1991 (TV Manchete) que contou como cenário o extinto Hospital S-2 e Palácio Boa Vista.

No entanto, não só Floradas na Serra teve como cenário a cidade de Campos do Jordão, como Ravina (Drama, 1959 – 117 min). O filme conta a história de uma jovem que acreditava ser estigmatizada pelo mal após ver um homem morrer num acidente durante a construção de uma ponte. Cogitando que dois de seus pretendentes possam ser responsáveis pelo ocorrido, ela resolve se vingar. Nesse desencontro humano, na qual o mudo sofrimento do homem que se via impossibilitado de proteger a sua pupila; a coragem, a lealdade, e o amor de um rapaz formado na corrente de novos ideais de fraternidade e justiça social, e o rancor de dois homens, inconformado com a perda dos seus privilégios de casta, constroem essa paleta dramática. O filme com direção Rubem Biáfora e no elenco nomes como Eliane Lage (protagonista), Irene Kramer, Lola Brah, Mario Sergio, Ruth Souza teve cenas gravadas em locação próxima ao Pico do Itapeva.

Outros filmes também marcaram a história do cinema em Campos do Jordão: As Armas (1969), Clube das Infiéis (1974), Essas Deliciosas Mulheres (1979) e Uma Estranha História de Amor (1979), os últimos três integraram os períodos das pornochanchada brasileira.

No período da ditadura militar, um dos filmes que teve Campos do Jordão como cenário foi As Armas (Suspense/ Drama, 1969 – 85 min). O filme conta a história de César, um rapaz de 35 anos, pobre e de pouca instrução, mas que acaba integrando uma organização revolucionária, tendo um papel importante como transportador de documentos secretos. Apesar da sua importância no grupo, era subjugado pelos demais integrantes como o Professor, que apesar do sonho de justiça, impunha o seu poder de opressor aos subalternos. Mas após saber que seus companheiros guardam grande quantia de dinheiro, seu ressentimento e cobiça começam a agir por conta própria, inclusive tendo o sonho burguês de ficar com a filha do Professor e morar no sítio, localizado em um cenário bucólico. O filme tem direção e produção de Astolfo Araújo, com trilha sonora do Zimbo Trio e elenco formado por Mario Benvenutti, Pedro Stepanenko, Irene Stefânia, Cavagnale Neto, Francisco Curcio. Classificação etária 14 anos.

Clube das Infiéis (Comédia, 1974 – 95 min) traz a estória de Lucienne, que após o ostracismo de uma cidade do interior é induzida por sua Mariana a frequentar o Clube das Infiéis e gerando ciúmes em seu marido. No entanto, para integrar ao clube, as frequentadoras deveriam apresentar o nome de seus amantes, no entanto, a nova frequentadora usa um nome qualquer, que coincidentemente é o nome de uma das diretoras, gerando uma verdadeira confusão entre as associadas, o que irá gerar uma sucessão de acontecimentos embaraçosos e até trágicos. O filme com direção de Cláudio Cunha, que assina o texto junto com Marcos Rey, traz no elenco nomes como Aldine Müller, Analy Alvarez, Cláudio Cunha, Helena Ramos (III), Kleber Afonso, Liliane Cunha, Sebastião Campos, Sérgio Hingst e Tony Tornado. Classificação etária 18 anos.

Essas Deliciosas Mulheres (Aventura, 1979 – 101 min): O filme que teve gravações em cidades como Campos do Jordão, Poços de Caldas, Guarujá e Rio de Janeiro, conta os encontros e desencontros de Cristina e Jorge, um empresário sucedido, que após se conhecerem no em Campos do Jordão ficam encantados um com o outro, mas voltam a se encontrarem em São Paulo, é quando decidem fazer uma viagem a Bahia onde começam os desencontros que passaram por terras fluminenses aonde ela viverá boas aventuras, até finalmente se reencontrar em definitivo com Jorge em São Paulo. O filme com direção de Iragildo M. Sobrinho, tem elenco nomes como Ana Maria, Paulo Ramos, Claudete Joubert, Henriqueta Brieba, Ana Paula (II), Mii Saki, Zélia Diniz e Gloria Cristal. Classificação etária 18 anos.

Uma Estranha História de Amor (Ficção, 1979 – 97 min): O filme traz a estória de Maria, uma professora primária, que acaba de se mudar para o interior para lecionar em um internato, onde começa afeiçoar-se por Daniel, um dos seus colegas de trabalho; no entanto, ela acaba se encantando por Diogo, um jovem rapaz que tem envolvimento com uma mulher mais velha, porém isso, não impede que Maria se entregue a essa sedução. Porém, tomado por um ciúme avassalador Diogo a aprisiona e, enquanto Daniel com dores de amor resolve se refugiar em uma cabana no bosque, porém com os poderes mentais de sua aluna Raquel o levará a resgatar a sua amada. O elenco conta com nomes como Selma Egrei, Ney Latorraca, Lady Francisco, David José e participação de Cláudio Cavalcanti, dirigido por Ângelo Rossi. Classificação 18 anos.

Porém, um novo ciclo ganhou espaço em Campos do Jordão com os documentários Os Caminhos da Mantiqueira (2011) e Histórias da Montanha Magnífica (2015).

Caminhos da Mantiqueira (Documentário 2011 – 79 min): uma equipe percorreu cerca de 40 municípios, em 35 dias, a fim de desvendar essa formação geográfica presente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, conversando com moradores, agricultores, violeiros, tropeiros, contadores de causos, além de geógrafos, biólogos e historiadores a fim de traçar uma identidade a essa região tão enigmática. O filme capta a diversidade de cenários que se escondem por detrás de cada montanha, seus cumes, suas formações rochosas, cachoeiras, vales e parques florestais. Essa redescoberta da Mantiqueira tem a direção de Galileu Garcia Júnior. Classificação Livre.

Histórias de Vida da Montanha Magnífica (Documentário, 2012 – 53 min). O filme resgata histórias de pessoas que moravam ou moram em Campos do Jordão, passando por depoimentos daqueles que vieram em busca do tratamento da tuberculose e, como a cidade ganhou o coração desses moradores que construíram suas vidas, constituíram famílias e ganharam os corações destes moradores na Montanha Magnífica. Da mesma maneira histórias da transformação da estância de cura em estância turística. O filme que faz esse resgate histórico tem a direção de Dimas de Oliveira Júnior. Classificação Livre.