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Campos do Jordão, 28 de abril de 2017.

jul
17
2006

Nelson Freire se apresenta com Sinfônica Brasileira

por: - Atualizado: 17/07/2006 12:16
"Não se preocupem, Nelson Freire está aqui", pronunciou Roberto Minczuk, regente da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), após executar a peça Danças Polovtsianas da ópera O Príncipe Igor, de Borodin, no Auditório Cláudio Santoro, em Campos do Jordão. O maestro tranqüilizou as cerca de mil pessoas que foram conferir um concerto pra lá de especial: o brasileiro Nelson Freire, um dos maiores pianistas da atualidade repetiu, neste sábado, às 21 horas, com a mesma orquestra, o programa de sua estréia profissional. Há 50 anos, em 12 de agosto de 1956, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Nelson, então com 11 anos de idade, tocou o Concerto n.º 9 em Mi bemol Maior, K271 - Jeunehomme, de Mozart.

“Não se preocupem, Nelson Freire está aqui”, pronunciou Roberto Minczuk, regente da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), após executar a peça Danças Polovtsianas da ópera O Príncipe Igor, de Borodin, no Auditório Cláudio Santoro, em Campos do Jordão. O maestro tranqüilizou as cerca de mil pessoas que foram conferir um concerto pra lá de especial: o brasileiro Nelson Freire, um dos maiores pianistas da atualidade repetiu, neste sábado, às 21 horas, com a mesma orquestra, o programa de sua estréia profissional. Há 50 anos, em 12 de agosto de 1956, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Nelson, então com 11 anos de idade, tocou o Concerto n.º 9 em Mi bemol Maior, K271 – Jeunehomme, de Mozart.

Minczuk chamou Nelson para o palco depois de fazer um breve discurso. “É muito especial estar aqui essa noite”, começou ele, explicando que a primeira vez que viu a Sinfônica Brasileira tocar foi em 1975, naquele mesmo auditório. “Ela era comandada por Eleazar de Carvalho, foi uma época fantástica da orquestra. E temos a honra de ter aqui conosco hoje Eleazar de Carvalho Filho, presidente da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira”. Minczuk agradeceu o Governo do Rio de Janeiro e falou da criação, com o apoio da prefeitura, da Cidade da Música Roberto Marinho, na Barra da Tijuca, projeto previsto para sair do papel em 2008.

Nelson Freire foi ovacionado por um público que, de pé, batia palmas e mais palmas, pedindo bis. O pianista tocou então para a platéia, desta vez sem acompanhamento da orquestra, uma breve melodia da ópera Orfeu e Eurídice, de Gluck, como costuma fazer em suas apresentações. A música era uma das preferidas de Guiomar Novaes, pianista brasileira muito admirada por Nelson.

Sua emocionante performance encerrou o primeiro bloco do concerto que tinha, entre os espectadores, o músico Antônio Resende, o empresário João Doria, a apresentadora Silvia Popovic e os atores Pepita Rodrigues e Leonardo Miggiorin. Depois do intervalo, Minczuk executou a Sinfonia n.º 5 em mi menor, Op. 64, de Tchaikovsky, e caprichou no bis, comandando, entre outras, Prelúdio, da ópera Carmem.

A apresentação faz parte da programação do 37.º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão que, no mês de julho, organiza 44 concertos. A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), regida por John Neschling, abriu o evento com solos do pianista Igor Andasev no último dia 8 e Minczuk, diretor artístico do festival, encerra oficialmente a temporada no comando da Orquestra Acadêmica, no dia 20. Mais dois shows extras acontecem em agosto. Nos dias 5 e 8, respectivamente, o público pode conferir a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo e a Orquestra de Metais Lyra Tatuí.