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Campos do Jordão, 19 de janeiro de 2017.

dez
29
2007

Supremo Tribunal de Justiça homenageia Campos do Jordão

por: - Atualizado: 29/12/2007 01:15
O Supremo Tribunal de Justiça, através do Presidente Raphael de Barros Monteiro Filho prestou homenagem à cidade de Campos do Jordão nesta terça-feira, dia 18, em conseqüência das comemorações do centenário da imigração japonesa.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) prestou, na manhã desta terça-feira (18), homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil. O STJ inaugurou, em suas dependências, o “Bosque das Cerejeiras”, com cem mudas da árvore símbolo do Japão. O presidente do Tribunal, ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, enalteceu a homenagem à comunidade japonesa, iniciativa do ministro Massami Uyeda. As comemorações estão previstas para junho de 2008.

Os ministros Ari Pargendler e Herman Benjamim, bem como o juiz convocado para o STJ, Carlos Mathias, compareceram à cerimônia. O evento foi ainda prestigiado por autoridades da Embaixada do Japão no Brasil, de diversos órgãos públicos dos três Poderes da República e do Distrito Federal e da iniciativa privada.

Além da inauguração do Bosque das Cerejeiras, os ministros Barros Monteiro e Massami Uyeda descerraram uma placa no local para lembrar o centenário. Na placa está gravado um poema de autoria do ministro Uyeda sobre o convívio de brasileiros e japoneses nesses cem anos da imigração nipônica: “Cerrado em festa. Cerejeiras em flor. Mensagem de união e amor”.

Cem novas árvores

A iniciativa sugerida pelo ministro Massami Uyeda contou com total apoio da Presidência do STJ e da Diretoria-Geral da Casa. Ao todo, foram plantadas cem mudas de cerejeira no STJ para lembrar o centenário. As primeiras 33 também se referem aos ministros da Casa, e a 34º ao Superior Tribunal. As mudas foram doadas pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa de São Paulo e pela Prefeitura de Campos do Jordão.

Além de exaltar a comunidade japonesa no Brasil, o Bosque das Cerejeiras demonstra a preocupação do Tribunal em promover ações em prol do meio ambiente. “O mês de junho de 2008 marcará o centenário da imigração nipônica no Brasil, contudo as festividades comemorativas há meses foram iniciadas. Assim, em reconhecimento à receptividade dos brasileiros aos imigrantes, diversas mudas de cerejeira – árvore nacional do Japão, símbolo da felicidade e do amor sincero – foram espalhadas por esta capital”, destacou Barros Monteiro.

Ainda em seu discurso, o ministro homenageou a comunidade japonesa, na pessoa do ministro Uyeda, seu colega no STJ: “Cumprimento os milhares de descendentes que habitam entre nós, aliás, pacificamente, dando exemplo de trabalho e disciplina.”

Em seguida, o ministro Uyeda falou sobre a iniciativa. “O plantio desse bosque de cerejeiras é mais uma homenagem da sociedade brasileira aos japoneses que aqui aportaram em junho de 1908, com sonhos e esperança de realizações, com vontade de ser felizes. A flor da cerejeira é uma das mais belas do mundo e esse bosque é uma mensagem de beleza à Brasília, cidade que nos oferece todos os dias lindas manhãs, um belíssimo entardecer e noite maravilhosos!”, ressaltou o ministro Uyeda.

Placa - Bosque das Cerejeiras

Cerejeiras de Campos do Jordão simbolizam homenagens ao centenário da imigração japonesa.
As delicadas flores de cerejeiras de Campos do Jordão, única região do Brasil, onde as cerejeiras do Japão florescem efetivamente (saiba mais abaixo ) vão ornamentar também o jardim do Palácio da Alvorada, da Granja do Torto e do Palácio Jaburu.

Sua beleza e força – considerada “flor – símbolo do Japão ” é tão marcante que é em sua homenagem que a cidade sedia uma das mais tradicionais festas da região: a Festa da Cerejeira em Flor. O evento é realizado pela colônia Japonesa com o apoio da Prefeitura Municipal
O município enviou também cem (100) mudas de cerejeiras para o Templo Budista, para a Embaixada do Japão, para a cidade de Caldas Novas que mantêm um Jardim Japonês e o Clube Nipo Brasileiro.
As cerejeiras de Campos do Jordão
As primeiras cerejeiras vindas do Japão foram plantadas em 1936, por ocasião da inauguração do Sanatório Dojinkai. Eram da variedade “Takasago” e se adaptaram bem ao clima de Campos do Jordão e continuam apresentando belas floradas no inicio da primavera.

Em 1937, para comemorar a fundação da Colônia Lageado, Dr. Shizue Hosoe enviou 10 mudas das variedades Taizan, Botan, e Amazonas, plantadas pelos colonos da região. Esses plantios se constituíram teste bem sucedido, pois, as cerejeiras se aclimataram bem ao clima da Mantiqueira, sendo Campos do Jordão a única região do Brasil, onde as cerejeiras do Japão florescem efetivamente.
A florada das cerejeiras começou a atrair japoneses de diversas regiões do Estado, saudosos do espetáculo da Sakaras em flor que , anualmente, presenciaram na sua terra.
Flor da Cerejeira – Lendas e Símbolo
O significado da flor da cerejeira (Sakura), considerada a flor-símbolo do Japão provém de lendas e crenças. Sakura é uma modificação do nome sakuya, proveniente da princesa Kono-hana-sakuya-hime, a qual os japoneses veneravam no topo do Monte Fuji. Acredita-se que a princesa tenha caído dos céus sobre uma cerejeira.

Outro aspecto de forte significado do sakura é sua ligação com os samurais. No período feudal, a vida desses guerreiros era comparada à efemeridade da flor de cerejeira, que durava apenas três dias na primavera.

Da mesma forma eram os samurais, sempre dispostos a dar suas vidas em nome de seus mestres. Também conhecida como “flor das flores” no arquipélago, hoje o sakura faz parte da padronagem de quimonos e acessórios decorativos.